Em quantas telas arrisco
diversos mundos que crio
quando o que tenho apenas
alguns dias a mais para viver
Campos mornos
onde na escuridão do meu sangue
procuro ver a cor da existência
percepção confundível
Íntimo do delírio noturno
carma prospecto vaguidão
ilusão realidade transmutada
insanidade de ótica
Neste redemoinho arredio
de paradoxos constantes
resta minha pele nua afugentada
gravada em teu pincel colorido
domingo, 31 de janeiro de 2010
Felicidade obstinada
Existe uma felicidade além de mim
desses fantasmas a consumir noites inteiras
quando nossos olhos estão mergulhados
nas chamas dos êxtases profundos
Busco a felicidade servida no banquete dos deuses
no coração dos mortais que amam
na reflexo da água turva
realidade movimentos bruscos
Anseio descobri-la além de minha carne
inferno transitório
escapatória de sonhos
vermífugo incontrolável
Adentrar lugares mórbidos
em noites de bebedeira
ser poeta em dia de chuva
bem e mal embriagados
desses fantasmas a consumir noites inteiras
quando nossos olhos estão mergulhados
nas chamas dos êxtases profundos
Busco a felicidade servida no banquete dos deuses
no coração dos mortais que amam
na reflexo da água turva
realidade movimentos bruscos
Anseio descobri-la além de minha carne
inferno transitório
escapatória de sonhos
vermífugo incontrolável
Adentrar lugares mórbidos
em noites de bebedeira
ser poeta em dia de chuva
bem e mal embriagados
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
À Dorian
Conhecemo-nos no início
de uma tempestuosa juventude
pouco sabia sobre a vida
suas maravilhas tragédias finitude
Vi que sempre que o tinha em minhas mãos
despertava-me desejo curiosidade medo
Dorian foi se tornando expressivo em meus dias
ensinou-me que a vida não é tão séria
a ponto de se saber tanto sobre ela
Que a juventude é momento
em que o tempo luta contra nossas formas
que a morte é um fim tão trágico
quanto o medo de não amar
Não adianta fugir ou fingir
embora estejamos presos
nas asas silenciosas e fascinantes da juventude
seremos levados algum dia
pela dama negra de corpo esguio
Soubesse o quanto és importante para mim
desde o dia em que o conheci
suas experiências e cinismo
fizeram-me rir e pensar sobre a vida
de uma tempestuosa juventude
pouco sabia sobre a vida
suas maravilhas tragédias finitude
Vi que sempre que o tinha em minhas mãos
despertava-me desejo curiosidade medo
Dorian foi se tornando expressivo em meus dias
ensinou-me que a vida não é tão séria
a ponto de se saber tanto sobre ela
Que a juventude é momento
em que o tempo luta contra nossas formas
que a morte é um fim tão trágico
quanto o medo de não amar
Não adianta fugir ou fingir
embora estejamos presos
nas asas silenciosas e fascinantes da juventude
seremos levados algum dia
pela dama negra de corpo esguio
Soubesse o quanto és importante para mim
desde o dia em que o conheci
suas experiências e cinismo
fizeram-me rir e pensar sobre a vida
sábado, 31 de outubro de 2009
Desculpas
Desculpe-me pelas coisas tolas
palavras insaciáveis de horror
inconstâncias controversas de bem querer
naqueles tempos, ermos, de outrora
sem cor, incógnita, incontável
fez-se da descoberta do rito da noite
o toque, as mãos trêmulas, ingênuas
renuncio ao orgulho contido, contorcido pelas formas
e reconheço o espírito cordial, sublime
a perda do que poderia sido os vinhos saborosos
conversas desprovidas de grandes notas de pudor
mas cá, estamos, bem como devêramos
no topo das descobertas calorosas, vis, humanas
separados e unidos pelo que fora o segredo de nossas palavras
Desculpe-me pelas coisas tolas
palavras insaciáveis de horror
inconstâncias controversas de bem querer
naqueles tempos, ermos, de outrora
sem cor, incógnita, incontável
fez-se da descoberta do rito da noite
o toque, as mãos trêmulas, ingênuas
renuncio ao orgulho contido, contorcido pelas formas
e reconheço o espírito cordial, sublime
a perda do que poderia sido os vinhos saborosos
conversas desprovidas de grandes notas de pudor
mas cá, estamos, bem como devêramos
no topo das descobertas calorosas, vis, humanas
separados e unidos pelo que fora o segredo de nossas palavras
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Reflexões inacabadas
Quando o vejo
olhar distante, às pressas
resfôlego
por cima dos vidros que revestem as janelas
minh’alma inventa linguagens
tão simples
símbolos, cordas, canções
o algo contornado pela substância
o medo, o toque, aqui jaz
a entrega inequívoca e louca
a proclamação do que temi
agora, já não o temo
Quando o vejo
olhar distante, às pressas
resfôlego
por cima dos vidros que revestem as janelas
minh’alma inventa linguagens
tão simples
símbolos, cordas, canções
o algo contornado pela substância
o medo, o toque, aqui jaz
a entrega inequívoca e louca
a proclamação do que temi
agora, já não o temo
Ensaio mórbido
Tua presença constante
neste mundo que me veste
de inconstâncias insabores
ensina que a vivência plena
virá dos ensaios mórbidos dos dias
das teias de prazeres agudos
nossas veias fluidas em contato
dilatadas pelas saudades obstinadas
degelam, assombram
rechaçam estações
noites em que perdemos nossos amores
convidativas ao vinho da cólera
Tua presença constante
neste mundo que me veste
de inconstâncias insabores
ensina que a vivência plena
virá dos ensaios mórbidos dos dias
das teias de prazeres agudos
nossas veias fluidas em contato
dilatadas pelas saudades obstinadas
degelam, assombram
rechaçam estações
noites em que perdemos nossos amores
convidativas ao vinho da cólera
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Quem pôs-me n'alma?
Quem pôs-me n'alma
essa agonia de bem querer de não me quer
esse tormento postiço, chorão
inconstante, estridente, sorridente
que traz o bramido da lágrima da saudade
o erro dos olhos ao lembrar-te
o arrepio indelével, inseguro
Quem pôs-me, assim
tão calado, arredio
a passos largos indomáveis dentro de mim
traço reconhecível da tua face oculta
condecorados a olhos dilatados
no perpassar irremediável das horas
tic tac tic tac tic
Quem pôs-me
fê-lo de uma sentença de morte
adiada, submergida, obscura
o dia de bem morrer pela causa da perda tua
e nesta hora finda de estrela
no derradeiro instante do teu arrependimento
procura-me na multidão aflita, celeste, confundida pelos olhares
perscrutas cada ponto inteiriço de luz e olha-me
perdida, incompleta, peça solitária
anjo do recomeço, pronta a existir
trazendo o eco do medo provocativo, interrogativo
quem, outrora, pôs-me essa coisa louca, ainda, a tilintar em minh'alma?
Patrícia D.
Quem pôs-me n'alma
essa agonia de bem querer de não me quer
esse tormento postiço, chorão
inconstante, estridente, sorridente
que traz o bramido da lágrima da saudade
o erro dos olhos ao lembrar-te
o arrepio indelével, inseguro
Quem pôs-me, assim
tão calado, arredio
a passos largos indomáveis dentro de mim
traço reconhecível da tua face oculta
condecorados a olhos dilatados
no perpassar irremediável das horas
tic tac tic tac tic
Quem pôs-me
fê-lo de uma sentença de morte
adiada, submergida, obscura
o dia de bem morrer pela causa da perda tua
e nesta hora finda de estrela
no derradeiro instante do teu arrependimento
procura-me na multidão aflita, celeste, confundida pelos olhares
perscrutas cada ponto inteiriço de luz e olha-me
perdida, incompleta, peça solitária
anjo do recomeço, pronta a existir
trazendo o eco do medo provocativo, interrogativo
quem, outrora, pôs-me essa coisa louca, ainda, a tilintar em minh'alma?
Patrícia D.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Destino
Título de humano é o que trazes
no coração, a tocha em sangue morno
quem dera, dar conta de si mesmo
existir
ainda que sendo frágil
pequena sentinela
andarilho
guardas, ò homem tão pequenino
tua sina, teu destino
viver caminhando em erros
acordar inebriado pelas teias de tua sorte
dormir curtido nos planos do amanhã
não morres sem o sopro do vento a tocar-lhes o rosto
o frio arredio entre os lençóis
o calor das entranhas de tua amada
o canto noturno ao pé do ouvido
morres, enfim
quando não puderes mais amar
Patrícia D.
Título de humano é o que trazes
no coração, a tocha em sangue morno
quem dera, dar conta de si mesmo
existir
ainda que sendo frágil
pequena sentinela
andarilho
guardas, ò homem tão pequenino
tua sina, teu destino
viver caminhando em erros
acordar inebriado pelas teias de tua sorte
dormir curtido nos planos do amanhã
não morres sem o sopro do vento a tocar-lhes o rosto
o frio arredio entre os lençóis
o calor das entranhas de tua amada
o canto noturno ao pé do ouvido
morres, enfim
quando não puderes mais amar
Patrícia D.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Lúcifer
Anjo decaído
humano, não-ser
desumano
esquecido
aonde guardas a chave
que te acorrentas
neste relento?
Patrícia D.
Anjo decaído
humano, não-ser
desumano
esquecido
aonde guardas a chave
que te acorrentas
neste relento?
Patrícia D.
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